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Operações

Indicador que ninguém usa é relatório, não indicador

Cobertura de homologação, backlog, bugs em produção, sobrecarga do time. Quatro números, uma pergunta cada.

Jessica Guardezi · 1 min de leitura · Atualizado
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A maior parte dos dashboards de qualidade mede o que é fácil de contar. Os úteis medem aquilo pelo que alguém está disposto a mudar a própria semana.

Eu mantenho quatro, e cada um precisa responder a uma pergunta que tem dono.

Cobertura de homologação

Quatro indicadores lado a lado — cobertura, backlog, bugs e sobrecarga — cada um com a pergunta que precisa responder
Quatro números. Sobrecarga é o que prevê os outros três.

Qual fatia do que subiu foi de fato homologada? Não "testada em algum momento" — homologada, por alguém responsável. Quando esse número cai, a pergunta não é "quem falhou": é quais demandas passaram sem capacidade amarrada nelas.

Backlog

Não o tamanho. A idade. Um backlog de quarenta itens onde nada tem mais de duas semanas é saudável. Um de doze onde quatro esperam desde março é problema de priorização fantasiado de capacidade.

Bugs em produção

Contados por onde foram introduzidos, não por quem encontrou. Um bug que volta para um requisito ambíguo e um bug que volta para um caso de teste que faltou são dois problemas diferentes, e só um deles se resolve testando mais.

Sobrecarga do time

Horas, mas principalmente concentração: quanto da fila depende das duas pessoas que conhecem os fluxos mais difíceis. É o número que prevê os outros três com dois meses de antecedência.

A regra

Se um número se mexe e a semana de ninguém muda, é relatório. Pare de publicar e devolva o tempo — um painel com quatro números vivos vale mais do que um com doze que todo mundo rola para baixo.

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