O que quebra quando cada squad tem o seu QA
Um testador por squad parece cobertura. Normalmente são cinco pontos únicos de falha.
QA dedicado por squad é o modelo mais intuitivo que existe. Todo mundo sabe a quem perguntar, o contexto nunca sai da sala e o testador aprende o produto a fundo.
E, em silêncio, ele constrói cinco pontos únicos de falha.
Os sintomas chegam antes do diagnóstico
Alguém tira duas semanas de férias e uma vertical para de homologar. Uma demanda de alta criticidade espera porque a única pessoa que conhece aquele fluxo está terminando algo trivial em outro squad. Ninguém consegue responder quanta capacidade de qualidade a empresa tem, porque capacidade não é um número em lugar nenhum — são cinco agendas particulares.
Centralizar capacidade não é centralizar gente
Migrar para gestão de capacidade não significa tirar os testadores dos squads. Significa que a decisão sobre o que é testado a seguir deixa de ser tomada dentro de cada squad isoladamente e passa a ser tomada contra criticidade, volume e prioridade de todos eles.
Essa decisão precisa de um board que todo mundo enxerga e de critérios com os quais todo mundo concordou antes do primeiro conflito, não durante.
A parte que ninguém gosta
Capacidade compartilhada torna a escassez visível. Quando uma vertical espera, fica óbvio que ela está esperando e por quê. Times que se sentiam bem atendidos passam a sentir a fila.
Esse desconforto é o modelo funcionando. A fila já existia; ela era só invisível, e fila invisível é resolvida por quem grita mais alto.
Cobertura cruzada é a saída
A única correção real para o ponto único de falha é mais de uma pessoa capaz de cobrir cada área. Custa um tempo de rampa que não produz nada no primeiro mês, e é a diferença entre um time e um conjunto de indivíduos que senta junto.