Implantação de cliente é produto — e tem usuários
Os usuários são o seu próprio comercial, jurídico e suporte. Ninguém os trata como usuários.
Implantar um cliente novo costuma ser descrito como projeto: tem início, fim e uma planilha.
Trate assim e você reconstrói tudo do zero a cada vez, porque um projeto que acaba não deixa nada para trás além de um cliente no ar.
Os usuários são internos
Quem atravessa a esteira de implantação toda semana é comercial, jurídico, produto, tecnologia, operações e suporte. São usuários: têm uma jornada, travam nos mesmos três lugares e contornam o que incomoda em vez de reportar.
Aceito isso, todo o ferramental de produto se aplica — o fluxo tem etapas que dá para medir, abandono que dá para achar e uma interface, mesmo que essa interface seja uma planilha compartilhada e quatro conversas no chat.
A exceção que se repete é o roadmap
Toda implantação tem exceção. O que importa é qual delas se repete. Uma exceção que aparece em um cliente a cada trinta é negociação. A mesma exceção no quarto cliente seguido é funcionalidade faltando, e continuar resolvendo na mão é a decisão de pagar por ela para sempre.
Governança não é o contrário de velocidade
Aprovação tem má fama porque normalmente é indefinida: ninguém sabe quem aprova, então todo mundo espera todo mundo. Aprovação definida — esta pessoa, este escopo, este prazo, esta alternativa — é mais rápida que aprovação nenhuma, porque esperar por uma decisão sem dono não tem prazo algum.
Como é quando funciona
A medida não é quão rápido um cliente entra no ar. É se o trigésimo entra sem ninguém precisar ser herói.